Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2005
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A discussão à volta do Orçamento revela, mais uma vez, uma das maiores perdas que Portugal sofreu nas últimas décadas a da coerência nas forças sindicais e marxistas. A triste imagem de sindicatos a defender classes favorecidas, de partidos de esquerda a proteger privilégios insustentáveis revela uma profunda crise.

Ninguém tem dúvidas de que uma das maiores opressões da classe operária hoje em Portugal vem do sistema fiscal. Como quem paga impostos são sobretudo os empregados, é evidente que os inchados dinheiros do Estado saem, acima de tudo, dos bolsos dos trabalhadores. Quando se ouve o PCP e o Bloco de Esquerda criticar o Orçamento por o esforço de contenção não ser feito à custa de mais receita, pergunta-se onde estão as forças que defendem os operários-contribuintes?

Ninguém tem dúvidas de que os funcionários públicos, professores, médicos, etc. são das camadas mais privilegiadas da nossa população activa. Imunes aos despedimentos, com salários administrativos, benefícios especiais e excelentes condições na saúde e reforma, mal se comparam com os trabalhadores das empresas. Além disso, esses rendimentos e regalias são todos pagos com impostos dos pobres. Quando o Governo os belisca e a CGTP vem defendê-los como se fossem da classe operária, pergunta-se quem representa os verdadeiros interesses sindicais?

Ouvindo a retórica é difícil imaginar a CGTP, PCP ou BE como organizações corporativas, mas é isso que elas estão a ser. Mantêm a forma mas alteraram o conteúdo. Abandonaram os verdadeiros interesses das massas mais pobres, para proteger o Estado obeso, aguentar mecanismos de protecção e mordomias injustas. O argumento é que se trata de direitos laborais, e tocar-lhes é desmantelar a justiça de classe. Mas este dogmatismo abstracto e irrealista (também manifestado na reforma da Segurança Social, propinas, etc.) é indigno de marxistas. Nenhum materialista ignora os reais fluxos económicos para se prender a regras genéricas. Além disso, esquecendo que os gastos públicos são pagos pelos trabalhadores, passam ao lado do real conflito económico actual.

A situação paradoxalmente nasce do seu próprio sucesso. A luta por melhores condições correu demasiado bem e vários sectores profissionais conseguiram posições de privilégio. Isso empolou o Estado e precipitou a crise. Nas dificuldades nacionais, esses interesses lutam para conservar direitos egoístas. É um processo que aliás o materialismo dialéctico explica bem. A instalação no poder das forças antes oprimidas transforma as circunstâncias infra-estruturais, e elas passam de revolucionárias a conservadoras. Segundo o Manifesto Comunista de 1848, foi o que sucedeu à burguesia depois de vencer a sociedade feudal. Foi também o que se verificou com a nomenklatura na ex-URSS. É perturbador considerar deste prisma o nosso descalabro orçamental.

Esta degradação das forças de extrema-esquerda é grave. No equilíbrio português, o contributo dessas tendências para o progresso nacional é importante, elemento da saudável diversidade de posições. A sua evidente cumplicidade com os dinheiros públicos subverte-lhes a missão. Se os sindicatos passam a meros grupos de interesse e os partidos marxistas ficam defensores de burocratas e subsídios, abre-se um vazio na nossa estrutura socio-política, com largas massas perdendo a sua representação. Quem defenderá os trabalhadores, contribuintes, utentes, consumidores e cidadãos pobres que alimentam as despesas públicas sumptuárias?

Na década de 80, a esquerda sofreu a primeira grande crise, perdendo ideiais e instrumentos. "Sociedade sem classes", "ditadura do proletariado", "revolução popular" são hoje conceitos arcaicos e risíveis, abandonados na luta política séria. Mas, apesar da crise, a esquerda continuou a defender os interesses dos trabalhadores pobres. Corporatizando-se agora, algumas dessas forças abandonam tal objectivo e sofrem uma segunda crise. Muito mais grave que a primeira porque é, não política, mas ética.


publicado por psylva às 17:34
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Coesão, segurança e atitudes


Vítor Bento



É ao nível das atitudes que podem ser encontradas algumas das maiores fragilidades do sistema de segurança.

O assassínio de quatro polícias no exercício das suas funções, durante o corrente ano, bem como o aumento da criminalidade violenta, constituem matéria que, mais do que os ‘fait divers’ da politiquice paroquial, deveriam merecer séria atenção.

A segurança é um dos principais valores que leva os homens a associar-se politicamente, depositando no Estado o monopólio da força legítima e da justiça institucional e abdicando de uma parte da sua liberdade natural. Esperam, como retorno contratual, que o Estado lhes garanta a segurança contra as agressões ilegítimas (físicas, materiais, ou morais) e assegure a adequada punição dos transgressores da ordem contratualmente estabelecida. É para isso, entre outras coisas, que o cidadão confia no Estado. Por isso, a segurança é um factor fundamental de confiança, no Estado e no próximo.

Quando o Estado falha no cumprimento da sua parte do contrato em que se funda, a confiança fica abalada e a sociedade tende para a desintegração. Por isso mesmo e para além das políticas redistributivas e assistencialistas, a coesão social também depende da capacidade de o Estado garantir a segurança da sociedade.

O aumento da violência e o consequente sentimento de insegurança a que vimos assistindo têm naturalmente causas múltiplas, umas endógenas à própria sociedade, outras exógenas. De entre estas ressalta naturalmente a eliminação das fronteiras que, facilitando a circulação de pessoas de bem e a integração dos mercados legítimos, acaba também por facilitar a circulação de criminosos, a integração dos “mercados do crime”, a consolidação de operações criminosas, enfim, a “globalização” da criminalidade. Não sendo a restauração das fronteiras uma opção desejável – as consequências da solução seriam mais indesejáveis do que as do problema – esta causa exógena terá que ser contrariada sobretudo com maior capacidade de acção e reacção interna.

No que respeita à capacidade de acção, esta depende naturalmente dos meios disponíveis – ao nível das polícias, da investigação e dos tribunais –, mas também das atitudes – da sociedade, das elites políticas e daqueles intervenientes directos. E é precisamente ao nível das atitudes que podem ser encontradas algumas das maiores fragilidades do sistema de segurança, constituindo-se essas mesmas fragilidades numa relevante causa endógena do crescendo de insegurança.

De facto, de há muito que se assiste, da parte das elites políticas e de opinadores públicos, à minagem da autoridade do Estado e, nomeadamente para caso, das polícias. Esta minagem assenta culturalmente numa deriva perversa da cultura antifascista, que assume moralmente que, por natureza, a polícia é má, e age por mal. Ao que acrescem as teses desresponsabilizantes de que os criminosos são vítimas da sociedade que, por esse motivo, os condiciona socialmente para o mal.

Que a polícia não é formada por ‘gentlemen’ só pode surpreender quem desconhecer a sociedade de onde os seus agentes são extraídos, bem como o crivo cultural dessa extracção. Numa sociedade com um baixo nível cultural e com um enorme lastro de iliteracia, ter uma polícia formada por cidadãos de elevado contorno cultural e com educação de ‘gentlemen’ só se conseguirá pagando os salários compatíveis com a relativa escassez da oferta. E, mesmo assim, levaria muito tempo a renovar todo o quadro. De qualquer forma, a polícia é formada por cidadãos normais, que se esforçam por cumprir o melhor que sabem as missões que lhes são atribuídas.

Por isso, quando (20 anos depois de Abril) um Governo afirma que “esta não é a minha polícia”, sem criar de imediato as condições – financeiras, organizativas e políticas – para a substituir pela sua polícia ideal, a única coisa que consegue é desautorizar publicamente a única polícia de que o Estado dispõe, retirando-lhe a eficácia para assegurar a segurança que os cidadãos têm o direito de exigir. O mesmo acontece quando (antes) um Presidente da República invectiva publicamente um polícia no cumprimento da sua função. Ou quando comentadores sistematicamente condenam, ‘a priori’, qualquer intervenção policial que recorra ao uso da força.

Essas atitudes acabam por favorecer, involuntariamente é certo, as forças da insegurança e minar a capacidade de o Estado garantir a segurança dos cidadãos. Por isso, se se quiser mesmo garantir essa segurança, ter-se-á que começar por mudar de atitude, recusando a cultura anti-autoridade.


publicado por psylva às 17:33
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Terça-feira, 6 de Dezembro de 2005
Pensem nisto


Rui Ramos


Somos muito engraçados. Quem alguma vez duvidou dessa qualidade nacional deve-se ter convencido agora, com as reacções à encarnação do prof. Cavaco Silva como candidato presidencial. Os comentadores dividiram-se em duas metades. Uns acharam que o prof. Cavaco falou de menos. Outros, como mandam as regras do circo, acharam precisamente o contrário. Os primeiros ficaram escandalizados porque o prof. Cavaco não prometeu privatizar o Mosteiro dos Jerónimos ou anexar as funções de primeiro-ministro à presidência da república. Os segundos protestaram por o prof. Cavaco não se ter limitado a reconhecer que o país acabara e confessar que apenas quer chegar à presidência para assistir ao afundamento sentado na primeira fila.
Entre uns e outros, apareceu, como não podia deixar de aparecer, a gente do costume a arejar o clichézinho do costume. Quando Oliveira Martins, em 1879, inventou o “sebastianismo” como explicação para tudo, mal sabia quanto trabalho mental iria poupar a sucessivas gerações de portugueses. Desde então que a explicação sebástica funciona, em Portugal, como a base de uma espécie de inteligência de algibeira. Sempre que lhe convem parecer sábio, o indígena já sabe o que deve fazer: cita o tal “sebastianismo”, fala com ironia do “homem providencial”, e reflecte severamente sobre o “atraso nacional”. Nas últimas semanas, houve muita gente que se tornou inteligente assim, à custa do prof. Cavaco.
E no entanto, não é muito difícil perceber o que está em jogo. Reparem, por exemplo, no modo como os mais sérios candidatos de esquerda estão a ser acusados de “imitar Cavaco”. Ora é o dr. Alegre que, de repente, também quer ser independente dos partidos, ora é o dr. Soares que finalmente compreende, depois de muitos anos, que sem criação de riqueza o Estado Social não sobreviverá. Como explicar estas inesperadas conversões? Em 1995, o prof. Cavaco foi despedido com maus modos. Só que depois do “pântano” do eng. Guterres, e dos “choques” do dr. Barroso e do eng. Sócrates, foi difícil não o recordar como o último governante decente e responsável. E foi ainda mais difícil impedir que, desde a denúncia do “monstro”, ele acabasse por determinar os termos do debate político. Hoje, quem quiser ser levado a sério tem de ser um pouco “cavaquista”. É irritante? É assim.
É verdade que, em Belém, o prof. Cavaco não poderá obrigar os portugueses a trabalhar mais, e mais eficientemente. Também é verdade que o prof. Cavaco quer, ao contrário do que dizem as esquerdas, redimir esta versão portuguesa do Estado Social. Por mim, teria preferido ver o prof. Cavaco a assumir um outro projecto político, propondo-se criar em Portugal, gradual e tranquilamente, um modelo social diferente deste, fundado na responsabilidade individual e na participação cívica. Mas o Prof. Cavaco não deseja confrontos ideológicos, ou convenceu-se (talvez com razão) de que o “Partido do Estado” é demasiado poderoso. Nada disto me impede de reconhecer que o prof. Cavaco me dá uma garantia: a de que, com ele, estará na presidência alguém suficientemente lúcido, independente e patriota para, pelo menos, não colaborar com qualquer governo que, por cobardia ou incompetência, tente salvar o ‘statu quo’ à custa do futuro. Que mais lhe poderei pedir? O verdadeiro papel do titular de um órgão de soberania não é mudar o país, mas obstar a que os interesses instalados usem o poder do Estado para impedir os portugueses de mudar, se os portugueses quiserem e puderem mudar. É esta a garantia que o prof. Cavaco me dá. É esta a única garantia de que preciso. O resto, meus amigos, é connosco. Pensem nisto.


publicado por psylva às 18:04
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As águias não andam em bandos
Donde as contratações em massa são um desperdício de tempo (100 respostas para 10 entrevistas para uma oferta, e apenas entre os disponíveis naquele momento) e não se apanham muitas das... águias.

Que fazer? J.Welch (’Straight fromthe gut’): “Sempre acreditei que cada pessoa que encontro é uma entrevista. Nos almoços, nos ‘cocktails’, nos encontros casuais, nas simples actividades diárias da vida. Penso: gostaria que esta pessoa trabalhasse para mim? Porquê? A fazer o quê?”

A isto T. Felstein (’The 10 minute marketer’) chama recrutar 24/7 (24hemcada dia, 7dias por semana).Há vários locais. Um dos melhores é a concorrência: nos pontos de venda, nas reuniões de associações, nos encontros casuais. As vantagens? Duas: mais valia para nós; menos valia para o concorrente.

Outra fonte em muitas empresas são os empregados, os quais recebem prémios por cada sugestão que acabe contratada. Ninguém conhece melhor a empresa; o trabalho; e os seus amigos. Mas mantendo-se sempre a decisão final independente.

E tudo o resto no dia-a-dia, desde os mais pequenos contactos, são também fontes de oportunidades: “Há 20 anos, estava emNew Jersey a guiar o meuVW quando o motor estoirou. O reboque levou-me a uma garagem local onde conheci um mecânico alemão, de nome Horst Oburst. Que não fazia a mais pequena ideia de quem eu era. Durante dois dias observei-o a trabalhar: a sua dedicação a resolver um após outro problema que surgia, quer mecânico, quer na obtenção das partes. Impressionado pelo seu espírito de iniciativa e empenho, ofereci-lhe emprego. Uma semana depois estava a trabalhar comigo na divisão de plásticos da GE” (J.Welch).Mas atenção: ‘ubi commodo, ibi incommodo’. Como diz Drucker, as águias, os melhores, tendem a ser de extremos. Nas qualidades e nos defeitos: exigentes, impacientes, frequentemente diferentes de nós.

Que fazer? Simplesmente aceitar os defeitos para beneficiar das qualidades. As empresas não são clubes sociais: o que conta é o desempenho:‘to get the job done’. Encontrar ‘Can do Joes’. Drucker contou-me que quando um presidente o convidava para consultor numa empresa, se este na conversa introdutória lhe dizia: “O gestor X faz bem o trabalho mas não gosto dele e por isso não aposto nele”, Drucker não trabalhava lá.Mas se pelo contrário, o presidente lhe disse: “É uma pessoa difícil, mas tem bom desempenho e por isso aposto nele”, Drucker aceitava trabalhar lá. Lincoln mandava caixas de ‘whiskey’ ao general Grant apesar dos conselheiros presidenciais aconselharem o seu despedimento por beber de mais: “Enquanto me ganhar as batalhas... faço tudo para o manter feliz”, respondia Lincoln.

Simpatias? Nos clubes sociais. Amigos? Na nossa casa, nos fins-de-semana, feriados e férias.

Na empresa? 1º trabalho; 2º trabalho; 3º trabalho. Para o bem de todos. A começar pelos accionistas. Por isso nas empresas, meu amigo é... quem me dá dinheiro a ganhar.


publicado por psylva às 18:03
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Artigo de João Cardoso Rosas
"Aqui há alguns anos, quando vivia em Itália, um colega economista chegou à universidade algo espavorido. Disse-me que tinha visto escrita numa parede, junto à estação de caminho de ferro, a seguinte frase: “MORTE AOS ECONOMISTAS”. Talvez por não ser economista, senti-me bem menos afectado do que o meu colega. Mas não deixei de lhe dizer que continuasse a fazer a sua econometria em paz e sossego, apesar do iminente risco de vida.

A zanga dos cidadãos com os economistas é recorrente. Pese embora ter sido a pátria dos primeiros economistas (os fisiocratas), a França é um dos países que mais alimenta este ódio de estimação. Ainda me recordo de um livro francês, entretanto mergulhado no mais profundo e justo esquecimento, que fazia o processo dos economistas como culpados dessa outra catástrofe que é a globalização neoliberal. Este tipo de teoria da conspiração tem ainda alguma influência.. Mas o modo mais corrente de atacar os economistas é, pura e simplesmente, o de acusá-los de economicismo.

O economicismo, fonte de todos os males, consiste em dar excessiva relevância aos factores económicos. Assim, os anti-economicistas pátrios insistem em afirmar que “há mais vida para além do orçamento”; ou, num avatar mais recente, consideram que “o economicismo pode acabar com o Estado social”. A verdade é um pouco ao contrário da mensagem que estas asserções transmitem: é precisamente porque há mais vida para além do orçamento que é preciso equilibrá-lo; e é por falta de racionalidade económica que se pode acabar com o Estado social, não por economicismo.

Devo admitir que há um aspecto no qual os anti-economicistas marcam pontos. Muitas vezes, os economistas têm uma ideologia ‘naïf’ que consiste em pensar que as questões ideológicas nada importam e que a única coisa necessária é “fazer bem as contas”.

Esta ideologia anti-ideológica é ingénua porque esquece o próprio enquadramento ideológico ou valorativo em que opera.

As sociedades em que vivemos e as instituições de enquadramento dessas sociedades – desde a Constituição à segurança social, desde o sistema de saúde ao sistema educativo e por aí adiante – estão saturadas de ideologia. As nossas sociedades e as instituições de enquadramento que definem os direitos e deveres dos cidadãos não são nem podem ser ideologicamente neutras. E é precisamente neste enquadramento que os economistas têm de trabalhar.

Quando se faz um orçamento, quando se legisla sobre questões fundamentais, não se trata apenas de “fazer contas” nem se pode simplesmente aplicar os instrumentos habituais da análise custo-benefício. Estes são indispensáveis, mas não bastam para decidir sobre aquilo que queremos fazer com o legado institucional que a história do nosso país – ou de qualquer outro – deixou. Em última instância, as instituições políticas, económicas e sociais são doutrinas normativas materializadas. Trata-se – por muito que alguns o queiram minimizar – de optar entre uma série de possibilidades que definem as instituições fundamentais e, assim também, os benefícios e encargos que resultam, para todos e cada um dos indivíduos, da vida em sociedade.

Dito isto, as habituais acusações de economicismo parecem-me profundamente injustas. Sejam quais forem as opções políticas e ideológicas, há formas racionais e formas menos racionais de as implementar. E é também necessário calcular os custos relativos implicados nas diferentes opções. Não vivemos na sociedade da abundância absoluta na qual tudo o que precisaríamos consistiria num maná caído do céu e facilmente acessível a todos. Os recursos são sempre escassos e o desperdício é sempre condenável.

Se é verdade que não basta “fazer contas”, é absolutamente essencial fazê-las. "


publicado por psylva às 17:59
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