Terça-feira, 6 de Dezembro de 2005
As águias não andam em bandos
Donde as contratações em massa são um desperdício de tempo (100 respostas para 10 entrevistas para uma oferta, e apenas entre os disponíveis naquele momento) e não se apanham muitas das... águias.

Que fazer? J.Welch (’Straight fromthe gut’): “Sempre acreditei que cada pessoa que encontro é uma entrevista. Nos almoços, nos ‘cocktails’, nos encontros casuais, nas simples actividades diárias da vida. Penso: gostaria que esta pessoa trabalhasse para mim? Porquê? A fazer o quê?”

A isto T. Felstein (’The 10 minute marketer’) chama recrutar 24/7 (24hemcada dia, 7dias por semana).Há vários locais. Um dos melhores é a concorrência: nos pontos de venda, nas reuniões de associações, nos encontros casuais. As vantagens? Duas: mais valia para nós; menos valia para o concorrente.

Outra fonte em muitas empresas são os empregados, os quais recebem prémios por cada sugestão que acabe contratada. Ninguém conhece melhor a empresa; o trabalho; e os seus amigos. Mas mantendo-se sempre a decisão final independente.

E tudo o resto no dia-a-dia, desde os mais pequenos contactos, são também fontes de oportunidades: “Há 20 anos, estava emNew Jersey a guiar o meuVW quando o motor estoirou. O reboque levou-me a uma garagem local onde conheci um mecânico alemão, de nome Horst Oburst. Que não fazia a mais pequena ideia de quem eu era. Durante dois dias observei-o a trabalhar: a sua dedicação a resolver um após outro problema que surgia, quer mecânico, quer na obtenção das partes. Impressionado pelo seu espírito de iniciativa e empenho, ofereci-lhe emprego. Uma semana depois estava a trabalhar comigo na divisão de plásticos da GE” (J.Welch).Mas atenção: ‘ubi commodo, ibi incommodo’. Como diz Drucker, as águias, os melhores, tendem a ser de extremos. Nas qualidades e nos defeitos: exigentes, impacientes, frequentemente diferentes de nós.

Que fazer? Simplesmente aceitar os defeitos para beneficiar das qualidades. As empresas não são clubes sociais: o que conta é o desempenho:‘to get the job done’. Encontrar ‘Can do Joes’. Drucker contou-me que quando um presidente o convidava para consultor numa empresa, se este na conversa introdutória lhe dizia: “O gestor X faz bem o trabalho mas não gosto dele e por isso não aposto nele”, Drucker não trabalhava lá.Mas se pelo contrário, o presidente lhe disse: “É uma pessoa difícil, mas tem bom desempenho e por isso aposto nele”, Drucker aceitava trabalhar lá. Lincoln mandava caixas de ‘whiskey’ ao general Grant apesar dos conselheiros presidenciais aconselharem o seu despedimento por beber de mais: “Enquanto me ganhar as batalhas... faço tudo para o manter feliz”, respondia Lincoln.

Simpatias? Nos clubes sociais. Amigos? Na nossa casa, nos fins-de-semana, feriados e férias.

Na empresa? 1º trabalho; 2º trabalho; 3º trabalho. Para o bem de todos. A começar pelos accionistas. Por isso nas empresas, meu amigo é... quem me dá dinheiro a ganhar.


publicado por psylva às 18:03
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