Sábado, 23 de Julho de 2005
O bem e o mal

Como tudo na vida, a gestão em Portugal é feita de bem e de mal. Comecemos por este, para acabar em... beleza.

Mal: EDP: preços superiores a vários países europeus (incluindo Espanha). Aumentos de preços com protestos de várias associações (sectoriais e da CIP). Plano energético reprovado por Bruxelas (por entender que não promove a concorrência).

Perante isto que acontece? Demos a palavra ao D.E. (21/3/2005): ”Os cinco elementos da comissão executiva da EDP, liderada por João Talone, viram as suas remunerações crescerem em média 18,9% no ano passado em relação a 2003... levando em conta que a actual administração apenas entrou a 22/5/2003” (fim de citação). E segue o DE: ”O presidente da Comissão Executiva recebeu 740,6 mil euros, etc., etc., etc.”
Um país pode ser governado na riqueza. Um país pode ser governado na pobreza. Um país não pode ser governado na desigualdade.

Passemos ao bem, que felizmente também o há. Três exemplos distintos.

Primeiro: ‘Corporate governance’: BPI. De longe a melhor empresa portuguesa segundo os ‘rankings’ da ISS e do FTSE Group. De zero a vinte recebe a nota de dezoito (enquanto em média as empresas portuguesas recebem uma nota de cinco). Entre 2000 empresas europeias e asiáticas só cerca de 10% estão melhores que o BPI. Lidera de longe o sector nacional onde há empresas pior que 95% (!) das empresas internacionais. O BPI está muito melhor que a generalidade das instituições financeiras europeias (espanhóis: Sabadell, Santander, etc; italianos; etc.)

Segundo bem: ‘Turnaround’: Jerónimo Martins. Recuperação económica e financeira. Actuando em três vertentes: 1) recentrar o ‘portfolio’ de negócios (abandonando o Brasil e vários negócios, num total de 20 empresas); 2) reforço do balanço através do encaixe das vendas, corte no investimento e melhor gestão do fundo de maneio; 3) mudança de segmento de mercado, apostando mais na baixa de preços. Resultado? A JM inverteu a ‘performance’: resultados de 58 milhões em 2003 e 93 milhões em 2004.

Terceiro bem: Evolução: Central de Cervejas. Mais dinâmica. A Unicer lança a Twin? A Centralcer responde com a zero %. A Unicer lança a Green (para os ‘non cathegory users’)? A Centralcer responde com a Bohemia. A guerra estende-se até ao duelo Pedras-Luso com diversas inovações.

‘Cui buono’? Quem ganha? Todos. Primeiro, a Centralcer, naturalmente. Depois, o consumidor, certamente. Mas também a Unicer: a concorrência acrescida obriga-a a ser melhor, a dar o seu máximo.



publicado por psylva às 10:54
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